domingo, 5 de setembro de 2010

Eu não estou mal

/20 de Abril de 2010

Definitivamente, não.

Consigo rever-me numa certa pessoa que passa os dias, semanas e/ou meses a lamentar-se e a pensar no passado. Com um desejo de querer voltar atrás, corrigir o errado, e se não isso pelo menos criar uma nova amizade.
A piada nisto, é que eu e a rapariga envolvida no assunto “gozamos” com isso. Eu revejo-me nele, e revejo-”a” nela.

Acabo por sentir muito sinceramente pena do rapaz, porque está a cometer os mesmos erros que eu, e não é só isso. Revejo-me nele e sinto pena porque compreendo muito bem a sua dor, e o facto de não conseguir fazer nada contra o que se passa, e o seu feitio não ajudar nada à situação. Pena, porque ao contrário de mim que tenho sempre com quem falar e confiar, nem que seja apenas uma pessoa, ele não tem ninguém. Pena, ao ponto de pensar em querer ajuda-lo.

Quanto a ela, começo a ver como são verdadeiramente as atitudes. Eu já sabia, já imaginava, mas nunca quis “acreditar”. Mas ao contrário do que se passa com o rapaz, eu consigo a tal “3ª oportunidade”, ou pelo menos com esta rapariga eu obtive tal. Após meses, quando finalmente encontrara um amor muito maior, eu esqueci-a, e só depois voltámos a ter a amizade de antigamente (diferente e, melhor até, somos melhores amigos), ou seja, tive o que sempre quis mas quando menos esperava e desejava, não o contrário. Se tal feito voltará a acontecer, ninguém sabe nem mesmo eu, mas não desejo o contrário (o pior) a ninguém mesmo.

Neste momento estou a ser feliz. Exteriormente como interiormente, mas no entanto ainda tenho os meus deslizes. Felizmente tenho, assim que dou a queda, alguém com quem desabafar, e me tente animar. Do que eu mais preciso é disso. Odeio que se possam sentir obrigados, ou que me aturem, mas fazem isso e muito mais porque me adoram, aparentemente. E eu não consigo estar mais grato nem demonstrar de uma forma justa tal gratidão.

Para ele: amigo, estou como tu, mas não devemos continuar presos. Se já nos esmaga por dentro sem pensarmos, porque continuar a bater na mesma tecla. Sofrer menos, e a dor passa mais depressa. Pode até ser substituído por algo tão belo e, quem sabe, mais bonito que anteriormente. Se é difícil acontecer? Sim, pensamos assim e com razão, mas e depois??
No fim, não passamos de vítimas do amor. E como tal precisamos de ser salvos, mas não ficar de braços cruzados à espera.

E assim, um novo capítulo. Nunca tentar reler o mesmo.

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