Não falei dele a ninguém, nem o mostrei. E já passou tempo suficiente para que o mesmo já não signifique a mesma coisa do que significava na altura. O que é uma coisa boa. Eu sentia-me de tal modo, que escrevi para passar o tempo e, sobretudo, desabafar para comigo mesmo, o que eu achava que mais ninguém poderia suportar por mim ou se sequer conseguiria ajudar-me.
Mas de uma maneira ou de outra, deixo-o cá.
Se não se importam, retiro os comentários a este.
Obrigado.
Porque não fico curado? E quando me refiro a cura refiro-me a poder sentir-me livre, novamente. E livre não é estar ausente de problemas ou não poder sair de casa, mas sim o sê-lo interiormente.
Parece que foi ontem, e já passou mais de um ano. Ao ver uma coisa aleatória na TV fez-me relembrar, do nosso primeiro beijo. E fez-me pensar "Ainda te recordarás dele?". Podes bem o fazer, mas já não o sentirás como eu. Porquê?
Não é ser emo, muito menos querer ser vítima, mas não consigo de modo nenhum evitar de me questionar e o que se passa à minha volta. Não é ser teimoso nem perseguidor, é sentir o que cá fora sempre se notou.
Devia odiar-te, porque tens as atitudes que mais desprezo, ou apenas que não me dou tão bem: a pura indiferença, nestas circunstâncias. Porque me parece tão injusto? Porque é que cada vez que falamos, e parecemos falar bem, basta a coisa mais pequena para desconfiares de mim, ou mencionares que não gostaste de ler isto ou aquilo. Porque é que eu tenho a mesma atitude, mas prefiro não me pronunciar, porque já sei que atacas de volta. Não tens nada a perder... Tiveste-me, usaste, deitaste fora. Seguiste em frente. Podia continuar a fazer parte da tua vida, mas é bastante claro que não me deixaste nem o pretendes... Aborreci-te, é certo, e porque ligaste tanto? Se o que tivemos foi verdadeiro, porque não passo de alguém menor que os teus amigos normais agora? Se passaste a ter algo "melhor", o que implica isso para mim? Deixo de existir, é isso? Devia odiar-te...
Mas não. Basta eu ver um sorriso teu, um olhar, o teu físico, ou somente o acto de falares, inconscientemente fico em paz durante meio segundo. Após esse, relembro-me noutro o quanto sofri e sofro. Ou seja, tornaste-te uma espécie de maldição para mim.
Ainda me dói o coração. A intensidade de tal dor não desaparece, apenas adormece, até que tu a despertes de novo. Hoje em dia basta falares comigo... Tento, juro que tento, ser eu mesmo. Não sei se, depois, tenho medo de o ser e maltratares-me depois, ou se tenho medo de não o ser e pensares que ando a ser cínico.
"Nunca me arrependo nem arrependerei de nada" Frase verdadeira, e espero que cumprida por todos, mas mentira... Se há algo de que eu me irei arrepender, foi de me teres escapado dos meus braços. Foi de termos aceite acabarmos e pensarmos que ficaria tudo melhor. Foi de teres riscado o meu nome da tua vida, e do teu coração...
As nossas lembranças. É óbvio que ao me livrar delas de nada irá resultar. Devo agradecer por tais e guardá-las com muito carinho, assim como também o fazes. Mas... Qual seria a primeira coisa que te lembrarias se tas devolvesse? Se o fizesse, e me abrisse mais uma vez de corpo e alma para ti, dar-me-ias a oportunidade de colaborares? De me compreenderes?
Eu sei que isto é a vida real, e os finais felizes provavelmente não existem. Mas eu posso rever fotos, posso até rever anime music videos, e posso rever vídeos nossos... Os mesmos põem-me sempre a chorar. Desejo o meu final feliz, desejo um final feliz contigo!
No fundo mesmo fundo não quero saber o quão me pareças cínica, hipócrita, idiota por não pensares como me possa sentir E AINDA não falares sobre isso. Ajudar-me-ia tanto que quisesses falar sobre isso. Provavelmente saberias coisas que desconhecias, e provavelmente o rumo poderia ter sido outro. Se calhar não pensaria tanto em ti e te esquecia. Eu penso nisso e seria tão mas tão possível... Se correu tudo bem com a minha melhor amiga, porque não contigo? Somos todos diferentes, é certo, mas continuam a ser erradas as coisas que peço, para o bem de todos?
Deixaste de me amar... O que entendes por isso, quando mo disseste à meses atrás? Deixaste porque nos separámos, porque encontras-te outro, ou porque não sou aquele por quem conheceste no Zoo? Se for esta última, põe-te na minha pele por momentos.
Uns chamam-lhe verdadeiro amor, o "the one & only", a tua metade. Outros chamam-lhe obsessão, confusão, o acto de errar. A minha opinião diverge entre ambos, mas lá está, apaixonado como sou, no fim pretenderei sempre pensar no passado e como me foi querido para mim. Consequentemente... Não me faz desistir.
Sempre gostei de saber o que pensavas, o que me quererias dizer. Agora e desde à já muito tempo, nada me ocorre. És uma incógnita que não consigo decifrar. Um problema interior sem solução à vista. O que sei, sem sombra de dúvidas, é que tenho inveja. Inveja da tua actual felicidade e assim em diante. Inveja do que tens possibilitado e eu não.
Não, não procuro um relacionamento contigo. Se o tivesse, terias de sentir o mesmo que eu, e para tal... De qualquer modo, o que procuro?
Paz.